Profissão Repórter com Caco Barcelos
Os números reportadas pelos hospitais públicos do Rio de Janeiro deixam escancarada a situação de violência na cidade e arredores O Profissão Repórter dessa quarta-feira [26] vai mostrar essa realidade.
O Hospital municipal Salgado Filho, na Zona Norte da capital recebeu 504 pessoas baleadas em 2016 e, de Janeiro a junho desde ano, já foram 409, no hospital geral de Nova Iguaçu, na baixada fluminense, foram atendidas 410 pessoas baleadas de janeiro a julho de 2017, enquanto em 2016 o total foi de 475 vitimas no ano, Por dentro da rotina desses e de outros hospitais da região Caco Barcelos, Danielle Zampollo e Erik Von Poser viraram noites para acompanham os plantões e relatar o que acontece por ali.
Em quase 40 horas de plantão no Hospital Geral de Nova Iguaçu, Danielle contabilizou seis vitimas de ferimentos a bala e uma de ferimentos por arma branca [faca] ''A maioria que está ali é de vitimas: de um estava no karaokê e foi atingido na perna, outro reagiu a um assalto de moto, um homem foi atingido por uma bala de fuzil e está algemado na maca, mas a esposa diz que ele é inocente'', Relata Repórter.
Com uma média de dois atendimentos em constante déficit além disso, quem passa por lá vive com medo. As pessoas têm muito receio de falar com a gente, por conta de possíveis represálias, a gente sabe que é complicado, Explica Danielle um homem, que também chegou ferido ao hospital chegou a ameaçar a repórter enquanto ela gravava.
Dividindo-se entre plantões de dois hospitais, um em São Gonçalo e outro em Duque de Caxias, Caco Barcelos relata o que viu em três noites na emergências desse locais. ''Foi uma loucura, fiz os plantões da madrugada, sem dormir nos tiroteios da cidade. no ultimo plantão, foram três entradas de esfaqueados e um já morto, Duque de Caxias'', conta
No Zona Norte da capital fluminense, Erik Von Poser participou de dois plantões no hospital Salgado Filho. Em tese, essas noites que acompanhei foram até mais calmas do que costumam ser, mas vi chegar um homem baleado, as 6h da manhã, no carro da policia. Esse nem foi socorrido porque já chegou morto ao hospital'', comenta o repórter Nos relatos que ouviu, a preocupação das pessoas era de que a falta de recursos, já bastante grave na rede publica, ficava ainda mais acentuada com o aumento na demanda por atendimentos de casos gerados pela violência.
Não Perca! O Profissão Repórter vai ao ar ás quartas, depois do Futebol.

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