Profissão Repórter com Caco Barcelos
O Profissão Repórter desta quarta [09] volta a Osasco dois anos após encapuzados executarem 23 pessoas e ferirem mas sete durante ataques na Grande São Paulo. Trés policias militares e um guarda-civil serão julgados como responsáveis pela chacina que ganhou repercussão nacional Apesar de negarem envolvimento e alegarem inocência, eles são réus e estão presos por 17 mortes, que ocorreram nas ruas e bares de Osasco e Barueri em um intervalo de duas horas no dia 13 de Agosto de 2015.
Na Época, O Profissão Repórter foi dos primeiros veículos de imprensa a chegar ao local do crime e fazer a cobertura do assunto. o que garantiu ao programa o 38* Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e direitos humanos. Nesta quarta-feira, o programa vai mostrar os detalhes das declarações que os levarão ao julgamento, marcado para dia 18 de setembro.
Quatro pessoa são acusadas da matança os policias militares Fabricio Eleutério Thiago Henklain e Victor Cristilder e o guarda civil municipal Sergio Manhanhã.
Medo de Falar do Assunto.
Caco Barcelos, que comanda a equipe ainda composta por Guilherme Belamino, Mayara Teixeira e Estevan Muniz, retornou ás ruas onde viu cenas de guerra, atualmente, as pessoas que vivenciaram aquela historia mantem o medo de falar sobre assunto.
''O Que percebi é que a impunidade gera esse medo todo. Algumas famílias tiveram de se mudar muitos filhos ficaram órfãos perderam o trabalhador da família e não houve nenhuma indenização do Estado nenhum apoio moral. comenta o jornalista cobrindo situações das mais variadas, o repórter ainda se choca diante da brutalidade em que vivemos. ''Essa é uma repetição histórica, não posso acreditar que todo esse descanso possa acontecer em pelo século 21''.
Na reportagem de Guilherme Belamino, as gravações também revelam o medo de uma testemunha ser reconhecida pelos acusados Segundo juíza.
responsável pelo caso, ''a testemunha chegou a urinar nas calças, tamanho era seu nervosismo e medo. Já a repórter Mayara Teixeira reencontrar pais e viúvas das vitimas, que nunca foram procurados pelo poder publico após os assassinatos e convivem com a depressão e dificuldade financeiras, além de não terem sido avisados que o julgamento está definido.
O Profissão Repórter conheceu também Francielde Santos, de 25 anos, que sobreviveu, ao ataque conhecido como ''pré-chacina'' Cinco dias antes do episodio que chocou o brasil e a imprensa internacional homens encapuzados mataram quatro pessoas a tiros motivados pelo mesmo motivo: uma retaliação aos assassinatos de um PM e de um guarda em assaltos na ocasião., acertaram Francíelde com seis tiros, o que custou lhe dois meses de angustia no hospital, ''O que mais me impactou é que ele é um rapaz que tem a minha idade e não pode mais nem brincar de correr com o filho'', pondera o repórter Estavan Muniz, ''Eu Espero que a justiça console o coração de muitas mães'', diz Francielde.

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